Rufino e Soninha discutem pobreza e acolhimento em debate da Band; veja mais
O primeiro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite desta quarta-feira (9), destacou

O primeiro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite desta quarta-feira (9), destacou propostas para enfrentar a extrema pobreza, ampliar a assistência social e qualificar o acolhimento da população em situação de rua.
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Entre os candidatos convidados, Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania) ampliaram o debate sobre o tema e evidenciaram abordagens distintas sobre o papel do Estado e a relação com a iniciativa privada.
Rufino lembra trajetória e defende parcerias privadas
Ao tratar da vulnerabilidade social, Geraldo Rufino relembrou que viveu na rua na infância, na região da estação da Luz, e cresceu em uma favela da capital paulista antes de se tornar empresário.
Segundo o candidato, o Senado se mantém distante das demandas reais das comunidades e precisa se aproximar do cotidiano das pessoas que convivem com a pobreza.
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Rufino afirmou que o poder público não dispõe de estrutura suficiente para cuidar de crianças, garantir saneamento básico e oferecer assistência adequada na saúde.
Para ele, parcerias com a iniciativa privada e estímulo ao empreendedorismo podem suprir limitações estatais, desburocratizar a economia e gerar emprego e renda nas periferias.
Soninha critica execução federal e alerta para alcoolismo
Soninha Francine ressaltou que a maior parte do custeio e da execução dos serviços de acolhimento e assistência social recai sobre os municípios.
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Na visão da candidata, o governo federal executa pouco do orçamento anunciado para a população em situação de rua, citando que, de R$ 1 bilhão previsto, cerca de R$ 35 milhões aparecem como efetivamente aplicados nos dados oficiais.
Para Soninha, é preciso tratar a dependência química, em especial o alcoolismo, como eixo central da política de saúde voltada à população de rua.
Ela defendeu que a União garanta repasses regulares às prefeituras para estruturar e ampliar serviços especializados, como consultórios na rua e equipes de profissionais acompanhando casos de forma contínua.
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Candidatos confrontam modelos de concessão e combate à fome
O confronto entre a trajetória comunitária de Rufino na periferia e a experiência de gestão técnica de políticas de acolhimento apresentada por Soninha marcou o bloco temático.
Conforme argumentou Soninha, concessões públicas podem integrar a solução quando contratos técnicos e transparentes mantêm o patrimônio sob titularidade estatal e sujeitam concessionárias a monitoramento permanente, avaliação e fiscalização.
Rufino, por sua vez, cobrou foco emergencial no combate à fome e à miséria nas favelas. Ele avaliou que o combate rigoroso à corrupção liberaria recursos para atender famílias mais pobres e reforçou que a prioridade deve ser ampliar oportunidades de trabalho formal e simplificar regras para quem emprega, garantindo autonomia e renda às populações vulneráveis.
