Salles critica 'forasteiras' e Marina reage; veja origem dos candidatos
O primeiro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite de quarta-feira (9), colocou em

O primeiro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite de quarta-feira (9), colocou em confronto direto Ricardo Salles (Novo) e Marina Silva (Rede) em torno da origem dos postulantes.
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O candidato do Novo falou sobre o peso da representatividade regional, enquanto a candidata da Rede fez acusações de regionalismo e machismo na política.
O debate entre os postulantes para o Senado paulista foi realizado nos estúdios da Band em São Paulo, reuniu sete candidatos e marcou a abertura dos confrontos. Com um formato de confronto direto entre os participantes, o encontro teve blocos dedicados a temas como economia, serviços públicos e direitos das mulheres.
Salles chama candidatas de 'forasteiras' e questiona raízes em SP
Ricardo Salles criticou candidaturas vindas de outros estados e afirmou que Simone Tebet (PSB), nascida em Três Lagoas (MS), e Marina Silva, natural de Rio Branco (AC), "não são daqui".
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Para ele, o eleitor paulista deve escolher representantes com raízes históricas no estado, e não nomes que construíram suas trajetórias em outras regiões.
O candidato chamou as adversárias de "forasteiras" e associou suas atuações no Congresso a prejuízos para a arrecadação de São Paulo.
"De um lado, nós temos duas forasteiras que não têm nada a ver com o nosso Estado, nada. Foram expulsas dos seus estados porque ninguém as quer mais, tanto no Mato Grosso do Sul quanto no Acre, e vieram aqui enganar paulista, nunca fizeram nada por São Paulo", afirmou.
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"Foram rechaçadas pelos seus dois estados. Aí vem a Marina falar mal de São Paulo. Olha para o Acre, o estado que você deixou para trás", continuou Salles.
Marina aponta machismo e cita origem do governador Tarcísio
Na resposta, Marina Silva contestou o recorte regional das críticas e disse que as suas falas no debate se dirigiam aos indicadores da gestão do governador Tarcísio de Freitas, e não à população de São Paulo.
Segundo a candidata, questionar a naturalidade de mulheres na política revela um tratamento diferente em relação aos homens que disputam cargos no estado.
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"Eu nunca vi você atacando o governador Tarcísio por ter mudado o seu domicílio do Rio de Janeiro para vir para o estado de São Paulo. E quando faz isso em relação a mim e à ministra Simone Tebet, a candidata Simone Tebet, tem uma manifestação clara, é pelo fato de sermos mulheres. Por que o governador pôde sair do Rio de Janeiro em 2022, na mesma época em que eu saí, e ser candidato, e nós duas não pudemos?", disse Marina Silva.
"Quando é um homem que sai lá do Rio de Janeiro para ser candidato ao governo do estado de São Paulo, é tapete vermelho. Quando são mulheres, são tratadas como forasteiras", concluiu.
De onde são os candidatos que disputam o Senado por São Paulo
A discussão sobre origens ganhou relevância depois do debate na Band. Dos postulantes ao Senado por SP, quatro nasceram em outros estados e três são naturais de municípios paulistas:
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- André do Prado (PL): natural de Guararema (SP);
- Geraldo Rufino (Podemos): natural de Campos Altos (MG);
- Guilherme Derrite (PP): natural de Sorocaba (SP);
- Marina Silva (Rede): natural de Rio Branco (AC);
- Ricardo Salles (Novo): natural da capital de São Paulo (SP);
- Simone Tebet (PSB): natural de Três Lagoas (MS);
- Soninha Francine (Cidadania): natural da capital de São Paulo (SP).
