Eleições

Salles defende trabalho obrigatório para presos em debate com Derrite

Em dobradinha no bloco temático do debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, exibido nesta quarta-feira (9) pela Band, Guilherme Derrite (PP) e

6 min

09/09/2026 23:30 • Atualizado há 14 dias

Salles defende trabalho obrigatório para presos em debate com Derrite

Em dobradinha no bloco temático do debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, exibido nesta quarta-feira (9) pela Band, Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) concentraram críticas aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), acusaram a esquerda de ser condescendente com a criminalidade ao falar de segurança pública e miraram as campanhas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Continua depois da publicidade

Na abertura de sua resposta, Salles alegou que os governos progressistas enfraquecem o combate ao crime. "A esquerda não gosta de polícia e um dos motivos pelos quais a segurança pública no Brasil não vai bem é que a esquerda demoniza a polícia, fala mal da polícia, desvaloriza o trabalho da polícia e romantiza o bandido", disparou Salles, criticando a flexibilização penal e restrições à legítima defesa.

No centro de suas propostas para o Congresso Nacional, Salles defendeu uma reformulação profunda na execução penal brasileira, colocando a obrigação de trabalho para os detentos e o corte de benefícios como prioridades imediatas.

Nós precisamos ter linha dura, colocar preso para trabalhar obrigatoriamente, mudar a audiência de custódia para que não vire essa porta geral que solta preso a cada cinco minutos, a polícia prende a audiência custódia, solta, prende, solta, prende, solta. Não há trabalho que dê conta. --Ricardo Salles

Para Salles, o cumprimento da pena não pode admitir regalias no cárcere: "Nós temos que fazer também, acabar com visita íntima em cadeia, isso é um absurdo. Então, nós temos, sim, de fato, que endurecer muito a política pública de segurança pública, mas não vai ser com um governo de esquerda que acha que o bandido é vítima do processo social", reforçou.

Continua depois da publicidade

Derrite critica esquerda e cita domínio territorial

A discussão começou após Derrite questionar o avanço das organizações criminosas nos últimos 20 anos e acusar Simone Tebet e Marina Silva de tentarem omitir o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Fernando Haddad (PT). Na réplica, Derrite relembrou posicionamentos de ambas contrários à redução da maioridade penal, citando o voto de Marina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo citou a Operação Downtown no desmantelamento das estruturas do PCC na Favela do Moinho e na Cracolândia, e fez duras críticas ao modelo adotado pelas gestões federais do PT:

A visão de mundo da esquerda no combate à criminalidade e para resolver os problemas sérios de segurança pública é muito distinta daquilo que a maioria da sociedade espera. --Derrite

O candidato completou afirmando que as forças de segurança enfrentam resistência em áreas periféricas onde governistas circulam com facilidade: "Eu estou há 24 anos combatendo o crime, combatendo o crime organizado, e toda vez que as forças policiais entram em um local dominado pelo crime organizado, lamentavelmente nós não somos recebidos da maneira como eles são recebidos".

Continua depois da publicidade

Então, nós precisamos resgatar esses territórios dominados pelo crime organizado. São quase 60 milhões de brasileiros que vivem em territórios dominados pelo crime organizado, reflexo da política pública péssima do PT e da esquerda que as candidatas do Lula tentam esconder durante a campanha. --Derrite

Ataque ao Centrão na tréplica

Ao encerrar o bloco, Salles reiterou as críticas ideológicas, mas dividiu a responsabilidade do cenário de criminalidade com a classe política tradicional.

"Nós temos que dar responsabilidade ao Centrão. O Centrão que rouba o dinheiro da saúde, da educação, do transporte, da moradia e faz com que essas pessoas sejam jogadas na criminalidade. Nem esquerda, nem Centrão", finalizou.

Chegada dos candidatos à sede da Band

Os candidatos ao senado de São Paulo convidados para o debate chegaram à sede do Grupo Bandeirantes, na Zona Sul da capital, pouco antes das 21h30. Guilherme Derrite (PP) foi o primeiro a chegar, e parabenizou a emissora pelo debate entre os candidatos e disse ser fundamental para os eleitores.

Continua depois da publicidade

A candidata ao Senado pelo PSB, Simone Tebet, também falou sobre a importância do debate. "A Band mais uma vez inovando e abrindo espaço para o Senado Federal", disse.

O próximo a chegar foi Ricardo Salles, candidato pelo Novo. Ele falou sobre a expectativa para o encontro. "Debate é muito salutar, vamos discutir aqui assuntos que são relativos à representação de São Paulo", disse Salles.

Na sequência, chegou a candidata Marina Silva (Rede). Ela destacou a importância do evento e disse que o encontro faz a diferença para os eleitores na hora da votação.

Continua depois da publicidade

Quem são os sete candidatos convidados da noite

Seguindo critérios de representação política e acordos estabelecidos para a cobertura das Eleições 2026, sete nomes foram convidados para o debate ao Senado por São Paulo:

  • André do Prado (PL): deputado estadual por São Paulo;
  • Geraldo Rufino (Podemos): empresário e candidato ao Senado;
  • Guilherme Derrite (PP): deputado federal e candidato ao Senado;
  • Marina Silva (Rede): deputada federal por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente;
  • Ricardo Salles (Novo): deputado federal por São Paulo e ex-ministro do Meio Ambiente;
  • Simone Tebet (PSB): ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado;
  • Soninha Francine (Cidadania): jornalista e candidata ao Senado.

Onde assistir ao debate ao vivo e de graça na internet

Para assistir ao vivo, você tem as seguintes opções:

  1. Acessar o site Band.com.br pelo navegador do celular;
  2. Assistir ao vivo pelo canal Band Jornalismo no YouTube;
  3. Ou utilizar o aplicativo Bandplay.

Em todas as opções, o sinal é aberto e não há cobrança de assinatura.

Continua depois da publicidade

Como assistir ao debate ao vivo pelo celular

Para ter a transmissão na palma da mão com mais praticidade, a recomendação é usar o aplicativo Bandplay, disponível gratuitamente para celulares Android ou iOS. Veja como instalar e começar a usar:

  1. Abra a loja de aplicativos do seu celular: Google Play para aparelhos Android ou App Store para dispositivos iOS.
  2. Na barra de pesquisa, digite "Bandplay" e selecione o aplicativo oficial da Band para fazer o download gratuito.
  3. Depois de instalar, abra o app e faça um cadastro rápido e seguro, informando os dados solicitados para criar seu acesso.
  4. No dia do debate, a partir das 21h30, entre no Bandplay, selecione a opção de transmissão ao vivo e acompanhe o evento de qualquer lugar, diretamente pelo celular.

Regras e formato do debate

O debate terá duração de duas horas e contará com mediação do jornalista Marco Antonio Sabino. O formato prevê três blocos temáticos, desenhados para estimular o confronto de ideias e a exposição das principais propostas dos candidatos.

Ao longo do programa, os participantes terão momentos de fala de três minutos e de comentário de dois minutos, em uma dinâmica de tempo autogerenciado no púlpito, que permite maior liberdade na organização dos argumentos.

Continua depois da publicidade

No encerramento, cada candidato terá direito a 1 minuto e 30 segundos de fala final, espaço reservado para mensagens diretas ao eleitor e reforço de compromissos e prioridades.