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Tebet, Soninha e Salles debatem fim da escala 6x1 em debate; veja mais

O fim da escala de trabalho 6x1 e os modelos de contratação no país pautaram intensos debates entre os candidatos ao Senado Federal por São Paulo na noite

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10/09/2026 09:00 • Atualizado há 14 dias

Tebet, Soninha e Salles debatem fim da escala 6x1 em debate; veja mais

O fim da escala de trabalho 6x1 e os modelos de contratação no país pautaram intensos debates entre os candidatos ao Senado Federal por São Paulo na noite desta quarta-feira (9). O tema foi um dos eixos centrais do primeiro confronto das Eleições 2026 promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, reunindo concorrentes para discutir propostas sobre dignidade do trabalhador, produtividade e o papel do Estado na economia.

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Durante o encontro, visões antagônicas colocaram em contraste a defesa de garantias trabalhistas e de sustentabilidade social com abordagens liberais voltadas ao livre mercado e à desregulamentação.

Tebet cita estudo do Ipea e defende descanso do trabalhador

A candidata Simone Tebet (PSB) posicionou-se favorável à extinção da jornada 6x1 sem redução salarial, argumentando que a mudança assegura dignidade e o direito fundamental ao descanso para os trabalhadores brasileiros. Para embasar sua posição, a ex-ministra citou um levantamento solicitado por ela ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o qual apontou que o impacto da alteração no setor do agronegócio não chega a 1%, em virtude dos avanços tecnológicos e da automatização das atividades no campo.

Tebet reconheceu que eventuais dificuldades podem afetar pequenos empregadores com até nove funcionários, propondo que o Estado adote instrumentos de proteção, como a ampliação da desoneração da folha de pagamentos. Ao enfatizar que "a vida de ninguém cabe num domingo", a candidata destacou a rotina extenuante enfrentada por mulheres com dupla ou tripla jornada e rechaçou argumentos de que a medida provocaria colapso fiscal no país.

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Soninha aponta atratividade do modelo formal para os jovens

Ao abordar a pauta trabalhista, Soninha Francine (Cidadania) sustentou que a reformulação provocada pelo fim da escala 6x1 pode tornar o trabalho com carteira registrada mais atraente para as novas gerações. A candidata observou que jovens têm rejeitado padrões rígidos tradicionais e optado pela flexibilidade do trabalho autônomo e plataformizado, ainda que sob rotinas exigentes.

Segundo Soninha, a alteração na jornada deve integrar um conjunto abrangente de medidas estruturais, incluindo a expansão do ensino técnico profissionalizante de alta qualidade, o incentivo ao empreendedorismo por meio da simplificação de processos e o acompanhamento contínuo da saúde física e mental do trabalhador.

Salles critica intervenção estatal e defende livre negociação

Em contraponto direto às propostas de regulação, Ricardo Salles (Novo) declarou voto contrário à medida, criticando a interferência do Estado nas relações privadas entre patrões e empregados. O candidato defendeu a flexibilização das leis trabalhistas e a livre pactuação de acordos por hora ou por tarefa, sustentando que a ingerência estatal gera desemprego, inibe investimentos e encarece a produção.

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Salles atribuiu caráter eleitoreiro à proposta e alertou que o desequilíbrio das contas públicas da atual gestão federal agrava os riscos de insolvência e desemprego no país. O embate evidenciou o contraste central entre a ampliação de direitos de descanso e preservação da força de trabalho contra os princípios de autonomia de mercado e produtividade econômica.

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