Política

Governo do DF aciona STF após falas de Lula sobre repasses ao BRB

Lula citou que não irá dar dinheiro ao BRB e afirmou “não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro"

3 min

18/09/2026 10:27 • Atualizado há 6 dias

Governo do DF aciona STF após falas de Lula sobre repasses ao BRB

Depois das falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um comício em Ceilândia, na última quarta-feira (16), o governo do Distrito Federal levou o caso ao Supremo Tribunal Federal e pediu que as declarações sejam consideradas na análise da operação para capitalizar o Banco de Brasília (BRB).

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Na ocasião, Lula citou que não irá “dar dinheiro” ao BRB e afirmou “não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB”.

Na petição, a PGDF sustentou que o Distrito Federal não pede repasse direto de recursos da União ao banco, mas a garantia necessária para uma operação financiada pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Fraudes envolvendo o BRB

A Polícia Federal concluiu que as fraudes praticadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) somaram cerca de R$ 17 bilhões e foram estruturadas mediante produção massiva de documentos falsos e a utilização de uma empresa de fachada.

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A conclusão aparece no conjunto de arquivos cujo sigilo foi derrubado pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão presos. Procurada, a defesa de Vorcaro não comentou. Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com os advogados de Costa, mas sem sucesso. Este espaço segue aberto.

Segundo a PF, "as investigações identificaram que operações fictícias ou materialmente insubsistentes, que somam cerca de R$ 17 bilhões, foram estruturadas mediante produção massiva de documentos falsos, manipulação de dados internos e utilização de empresa de fachada, com a conivência e atuação dolosa da alta administração do BRB, especialmente de seu então presidente, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa."

Especificamente sobre o BRB, a PF apontou "prática de corrupção explícita" pelo ex-presidente da instituição Paulo Henrique Costa e calculou em R$ 20 bilhões o total de transferências do Banco de Brasília para operações incompatíveis com a higidez do banco.

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O Master vendeu carteiras de crédito fictícias para o BRB, banco estatal do Distrito Federal. Em 2025, o BRB tentou comprar o Master, mas a negociação foi rejeitada pelo Banco Central e o banco de Daniel Vorcaro foi liquidado. O BRB, por sua vez, herdou um prejuízo bilionário, que ainda não foi totalmente calculado nem coberto.

Conforme as investigações, o banco de Daniel Vorcaro passou a enfrentar dificuldades de liquidez mais graves a partir de 2024. Foi então que, para conseguir recursos rapidamente, passou a vender carteiras de crédito para o BRB.

Para concretizar a fraude, foi constituída a Tirreno, empresa suspeita de ser aberta para servir como veículo de emissão e circulação dos ativos. A Tirreno repassava créditos para o Master, que os vendia para o BRB.

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O objetivo seria conferir lastro às transações previamente realizadas entre os dois bancos, pois o Master não possuía histórico ou capacidade operacional de produção de crédito consignado suficiente para alcançar os volumes bilionários das operações.

A aprovação das compras era feita pela diretoria do BRB com "trâmite frequentemente acelerado", contrariando pareceres jurídicos que exigiam consulta ao Conselho de Administração", segundos os relatórios da PF.

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