Governo Lula vai disponibilizar canetas emagrecedoras no SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta quinta-feira (17) que as canetas emagrecedoras serão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta quinta-feira (17) que as canetas emagrecedoras serão incorporadas no Sistema Único de Saúde (SUS) e prescritas para tratamento de obesidade. As canetas serão distribuídas gratuitamente para pacientes que realizam acompanhamento médico para evitar o uso indiscriminado da medicação.
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A medida já havia sido anunciada de forma sucinta nas redes sociais oficiais de Lula. A pasta e o Governo Federal, no entanto, não deram previsão de implementação ou especificaram quais canetas seriam distribuídas.
O presidente e o ministro também apresentaram os primeiros resultados do trabalho feito pelo ministério para avaliar a incorporação dos medicamentos durante uma visita à fábrica da Eurofarma, em Minas Gerais. A empresa é a primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro.
Padilha afirmou que o Brasil é o país com a maior variedade de medicamentos registrados de canetas emagrecedoras, com 14 produtos registrados e preços mais acessíveis. "Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, pontuou o ministro.
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“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, disse Lula, ressaltando que o acesso deve ser responsável e mediante prescrição médica.
“Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha para tudo, vai ter deputado jogando caneta para o povo. E a caneta não é assim", afirmou. "Isso é irresponsabilidade, porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não.”
O protocolo de aplicação já está sob testes aplicados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, com mais de 200 pacientes. Os resultados devem ajudar a pasta a definir os critérios de recebimento e distribuição das canetas emagrecedoras. “Queremos a medicação no SUS como direito”, disse Padilha.
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Segundo o ministro, as canetas surgiram para o tratamento do diabetes e também podem contribuir no enfrentamento à obesidade e a problemas de saúde associados. O trabalho começou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançar um relatório que orienta países a avaliarem o acesso a estes medicamentos.
