Lula fala em proibir sites de aposta às vésperas das eleições
Declaração de Lula sobre fim das apostas gera debate sobre arrecadação, empresas legais e impacto eleitoral.


Nessa última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou a intenção de encerrar as atividades das bets no país, classificando a ludopatia como uma doença e defendendo que os clubes de futebol funcionem sem relação com as casas de aposta. A fala ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, momento em que analistas apontam o uso do tema no contexto político de busca por engajamento e votos, citando ainda outras pautas recentes do governo como o Bolsa Família e a caneta emagrecedora no SUS.
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Para o jornalista Pedro Campos, a principal crítica vai para a falta de fiscalização das plataformas ilegais e clandestinas. Diferente das empresas regularizadas, as operadoras clandestinas movimentam bilhões de reais fora do controle estatal, não respeitam proibições para menores de idade e são utilizadas pelo crime organizado para a lavagem de dinheiro. Uma eventual proibição total não eliminaria as atividades clandestinas, mas afetaria os empreendimentos que investiram para operar sob a lei.
A discussão sobre o setor relembra que a regulamentação das apostas esportivas foi promovida pela própria gestão atual. O jornalista Pedro Campos destacou o peso fiscal desse processo ao pontuar que trata-se de "um setor novo, muito novo aqui no nosso país, um setor que movimenta muito dinheiro, que leva a arrecadação ao governo federal". O governo teria arrecadado cerca de 10 a 12 bilhões de reais com as bets legalizadas.
Para Pedro Campos, a manobra é com uma visão "absolutamente eleitoreira, assim como foi o Bolsa Família e assim como foi a caneta emagrecedora no SUS." Para o jornalista, o atual Presidente da República está tentando conseguir mais votos no primeiro turno do que as pesquisas indicam até o momento.
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