Política
Jornal da Noite

Pesquisa expõe barreiras para PCDs no mercado de trabalho; entenda

Em 2022, o nível de ocupação entre pessoas com deficiência era de 29%

2 min

24/09/2026 01:12 • Atualizado há 10 horas

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE aponta a dimensão da desigualdade enfrentada por profissionais com deficiência no país, evidenciando maiores dificuldades para conseguir vagas e uma disparidade salarial acentuada.

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Em 2022, o nível de ocupação entre pessoas com deficiência era de 29%, apresentando uma diferença de quase 27 pontos percentuais em relação aos trabalhadores sem deficiência.

Desafios de Acesso e Remuneração

Entre as pessoas com deficiência ocupadas, as mulheres representam a menor parcela em comparação com os homens. A remuneração média dos trabalhadores com deficiência fica 71% abaixo do rendimento daqueles que não possuem deficiência.

Especialistas apontam que profissionais com nível superior ou pós-graduação muitas vezes continuam sendo alocados em funções operacionais de linha de produção em fábricas, desalinhadas com suas qualificações acadêmicas.

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Representantes de inclusão destacam que barreiras como o capacitismo — o julgamento prévio da capacidade do profissional pela deficiência — e a falta de adaptações adequadas dificultam a inserção no mercado.

Representatividade política

O levantamento do IBGE também demonstra que o número de prefeitos e vereadores com deficiência sofreu queda entre 2020 e 2024. Nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados, apenas cinco candidatos com deficiência foram eleitos no período.

Especialistas ressaltam a necessidade de combater o capacitismo tanto na educação quanto no meio empresarial brasileiro, reforçando que a diversidade agrega valor às equipes de trabalho e que a inclusão plena exige vontade institucional e adaptações mínimas nos ambientes profissionais.

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