Por que o Brasil é o 1º país a falar na Assembleia da ONU? Entenda tradição
Presidente Lula fará seu 10º discurso na ONU, o último de seu terceiro mandato

Nesta segunda-feira (22) se inicia a Assembleia Geral da ONU, uma reunião anual onde líderes de todo o mundo se reúnem na sede da organização, em Nova York, para realizar debates sobre o futuro do planeta. O Brasil, como acontece todos os anos, será o responsável por abrir os trabalhos, ou seja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro a discursar. Mas, afinal, de onde vem essa tradição do país falar antes de todos os outros?
Continua depois da publicidade
A cerimônia terá transmissão ao vivo pelo portal Band.com.br, pela BandNews TV e no canal do YouTube de Band Jornalismo a partir das 10h (horário de Brasília).
As Nações Unidas foram fundadas em 1945 e então contavam com 54 países. Esse número cresceu ao longo dos anos e hoje engloba 193 nações.
Uma das principais justificativas que circula para a prioridade de fala do Brasil é que nas primeiras reuniões da ONU, os países hesitavam e não queriam ser os primeiros a falar. Como o Brasil se voluntariava, ele acabou ganhando favoritismo e foi oficializado como responsável pela abertura dos trabalhos em 1955.
Continua depois da publicidade
As exceções ocorreram em 1983 e 1984, quando o presidente dos EUA falou primeiro – o país costuma ser sempre o segundo a se pronunciar por ser o anfitrião do evento.
Existe ainda uma segunda explicação para essa preferência pelo Brasil: o célebre diplomata brasileiro Oswaldo Aranha.
Aranha foi presidente da primeira sessão especial da Assembleia, que ocorreu durante a segunda Assembleia, em 1947. Lá, foram dados os primeiros passos para a instauração do estado de Israel.
Continua depois da publicidade
Organização
Cada nação tem direito a 15 minutos de fala. Além do Brasil e dos EUA, que já possuem ordens definidas: o lugar dos outros países da fila é determinado por outros fatores, como o tamanho da representação do orador e pedidos das delegações.
O pronunciamento marca a décima participação de Lula na tribuna das Nações Unidas e é o último discurso dele no atual terceiro mandato na Presidência da República. O presidente deve priorizar em seu discurso questões globais, sem esquecer do cenário interno com as eleições.
Entre os assuntos deve ser abordada a cooperação internacional contra o crime organizado e destaque para a nova legislação brasileira, resposta às tarifas comerciais impostas de forma unilateral pelos EUA, defesa da soberania política do país e da não interferência externa nas eleições, reforma do Conselho de Segurança e fortalecimento do sistema multilateral, cobrança por governança global mais efetiva diante das guerras em curso e debate sobre o papel da ONU num cenário de ascensão de novas potências e dos BRICS.
Continua depois da publicidade
