Viana denuncia Alcolumbre por não pautar impeachment de Moraes: "Acabou"
Senador abre caminho para possível afastamento de Alcolumbre da Presidência do Senado

O senador Carlos Viana (PSD) anunciou, em postagem nas redes sociais, que protocolou uma denúncia no Senado contra o colega Davi Alcolumbre (União), alegando que a iniciativa pode resultar em seu afastamento da "presidência do Senado", nas palavras do parlamentar.
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Na mensagem, Viana afirma que o prazo dado a Alcolumbre para apresentar um "encaminhamento institucional" terminou às 12h e que ele decidiu cumprir a promessa de acionar os mecanismos previstos no Código de Ética do Senado. "O prazo acabou. Eu cumpri minha palavra".
Segundo o parlamentar, a denúncia abre caminho para a apuração da conduta de Alcolumbre e, em etapa posterior, para o exame de um eventual afastamento provisório do senador de funções de comando, conforme as normas internas da Casa.
"É hora de buscar de volta a chave do Senado. Davi não foi buscá-la. Essa chave não pertence ao STF, ao governo ou a quem ocupa a Presidência. Pertence ao povo brasileiro. Agora, o Senado terá que enfrentar a questão. É hora de pegar a chave de volta".
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Impeachment de Moraes no centro do impasse
De acordo com Carlos Viana, o pedido tem relação direta com a decisão de Alcolumbre de não pautar, até agora, o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro teve reveladas conversas com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na visão de Viana, o Senado precisa enfrentar o tema e decidir se dará prosseguimento às solicitações de afastamento do magistrado apresentadas por diferentes grupos políticos, o que depende da atuação da cúpula da Casa e do controle da pauta.
Ele argumenta que o atual cenário, em que pedidos de impeachment não avançam, representa uma distorção do papel do Senado como instância de controle dos outros poderes da República, especialmente do Judiciário.
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Em outra postagem, o senador disse que pediu formalmente que Alcolumbre reúna as lideranças e "coloque o Senado para enfrentar a grave crise institucional que o Brasil acompanha". Ele cobrou apuração das acusações: "Há questionamentos envolvendo o STF, a PGR, a direção da Polícia Federal e o caso Banco Master. Se existem autoridades envolvidas, que se apure. Ninguém está acima da lei".
