Como manter a amamentação após o fim da licença-maternidade
A volta ao trabalho após o término da licença-maternidade representa um momento de dúvidas e desafios para as mães que desejam dar continuidade ao aleitamento

A volta ao trabalho após o término da licença-maternidade representa um momento de dúvidas e desafios para as mães que desejam dar continuidade ao aleitamento materno. A separação temporária entre a mãe e o bebê ao longo da jornada profissional suscita incertezas sobre a manutenção da produção de leite, a necessidade de estoque prévio e a adaptação do lactente.
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A relevância do tema é ressaltada pelos dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), que indicam que 59% dos bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária do SUS no Brasil estavam em aleitamento materno exclusivo no levantamento parcial de 2026.
A transição para a rotina de trabalho não precisa resultar no desmame, desde que haja planejamento para organizar a retirada, o armazenamento e as mamadas nos momentos em que mãe e filho estiverem juntos.
A ginecologista, obstetra e consultora da Lansinoh, Carolina Curci, destaca que o planejamento prévio e a organização dos horários de ordenha viabilizam a oferta de leite no período de ausência e garantem a continuidade da amamentação.
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Estratégias de ordenha, estoque e adaptação do bebê
A construção do estoque de leite deve focar na sustentabilidade da rotina diária, em vez da acumulação de grandes volumes no freezer. A recomendação é testar a ordenha antes do retorno para avaliar o volume extraído, considerando a idade do bebê, a duração da ausência e a pessoa responsável pela oferta do alimento.
Para manter a produção biológica de leite, a frequência da extração durante o expediente profissional é determinante. Como o estímulo à produção depende do esvaziamento constante das mamas, a fixação de horários para a ordenha em um ambiente privativo e adequado facilita a manutenção da rotina.
Os principais fatores que prejudicam o processo incluem o adiamento da preparação, a ausência de horários de ordenha no trabalho, longos períodos sem extração e a falta de orientação aos cuidadores sobre o manuseio do leite.
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A mudança de rotina também exige um período de adaptação para o bebê. Recomenda-se realizar testes prévios em que o responsável pela criança ofereça o leite ordenhado antes da retomada oficial do trabalho, permitindo observar as reações e realizar os ajustes necessários para uma transição sustentável.
